terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O MASHIACH E SUA MISSÃO





A MISSÃO DO MASHIACH

Além de características pessoais e uma personalidade compatível, o Mashiach deveria apresentar uma série de realizações. Ele deveria levar os judeus a uma compreensão mais profunda da Torah e posteriormente seu ensinamento cativaria as pessoas e outros povos fora de Israel. Por fim, deveria apresentar sinais e maravilhas, testificando que Ruach Hákodesh estaria nele. Embora os sinais não fossem prova suficiente de sua messianidade, estes lhe trariam a credibilidade necessária como profeta e Mashiach em seu tempo. Entre suas realizações estariam ainda, no futuro, nos “dias do Mashiach”, a introdução da paz na terra, a reconstrução da Beit HaMikdash e a unificação e traslado dos judeus para Eretz Israel. Analisemos juntos, nas palavras de nosso sábios e nas Escrituras que itens compõem  a missão messiânica e quais deles encontramos realizadas e por realizar-se em Yeshua.
O universo criado por Elohim para sua glória, é animado por um movimento interior que se move para o Criador “Santo, Bendito seja Ele”, ou seja, o propósito da criação está situado no advento do Mashiach onde ocorrerá gradativamente o reinado absoluto de Elohime o verdadeiro resultado de sua Criação. Assim então haverá novo céu e nova terra como nos relatos dos profetas, e num estágio final para o complemento daquilo que nos foi revelado, descerá o Mishkan (Lugar de Manifestação da Glória) de D-us, para tal habitação com os homens. E aqueles que alcançarem o Olam Habah voltarão a ter o mesmo relacionamento do Divino e não existiam segredos entre Elohime o homem.


PORQUE O MASHIACH DEVERIA FAZER MILAGRES

            Rambam escreve: “...um homem vai surgir que será um desconhecido antes de revelar-se, e os sinais e maravilhas que vão aparecer pela sua mão são as provas da sua verdadeira genealogia” (Igueret Teimam). Os sinais teriam como objetivo atrair a atenção das pessoas e dar credibilidade ao Mashiach. A manifestação de sinais, sempre foi uma maneira encontrada por Hashem para atestar seus enviados. “Disse Moisés a D-us: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Elohimde vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome¿ Que lhes direi¿ Disse Elohim a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros (...) Respondeu Moisés: Mais eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O SENHOR a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda, e ela se tornou em bordão; para que creiam que te apareceu Yahwh, Elohim de seus pais, o Elohim de Abraão, o Elohim de Isaque e o Elohim de Jacó”. Ex 3:13; 4:5. Casos semelhantes aconteceram com os profetas Eliahu e Elisha, para que o povo judeu de sua época cresse em sua pregação.
         

 PROFECIAS CUMPRIDAS POR YESHUA COMO MASHIACH?

Na primeira fase da redenção messiânica, o papel do Ungido seria anunciar os desígnios de Elohim àquela geração e divulgar a iminência do juízo divino, assim como todos os profetas, que anunciaram coisas de haviam de ocorrer, caso não se arrependessem e mudassem seus corações. Em Ml 3:1-4 encontramos o seguinte: “Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos. Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda¿ E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavadeiros. Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao Senhor justas ofertas. Então, a oferta de Judá e  de Jerusalém será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos”. Quando a escritura fala em “Meu Mensageiro” refere-se a um profeta antecessor de Mashiach, sobre quem estaria o espírito de Eliahu HaNavi, como está escrito; “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, ante que venha o grande e terrível Dia do SENHOR”ML4:5.  Cremos que no tempo de Yeshua, Yohanan HaMatvil, representou esta figura. E quando o texto fala: “ O Senhor que vós buscais fala de Mashiach como está escrito: Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minha palavras, e eles lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhes pedirei contas”. Dt 18:18-19. Yeshua, em seu tempo de peregrinação entre nós, cumpriu em si mesmo tais palavras, revelando a vontade divina para os homens de sua geração de justos que seriam seus shalichim e divulgariam sua mensagem a todo povo de Israel e em seguida a todos os homens da terra, que preparariam o caminho para o Seu retorno. Esta nova geração de emissários, teria agora sobre si o espírito de Eliahu HaNavi e abriria o caminho, divulgando aos homens o Reino de Elohim. Por meio deste Espírito, o Ruach HaKodesh levariam os homens ao discernimento da verdade, da justiça e do juízo, como está escrito: “Então, Yeshua respondeu: De fato, Elias virá e retaurará todas as coisas (A nova geração de justos, pelo Mashich formada). Eu porém vos declaro que Elias já veio (Yohanam HaMatvil em seu tempo), enão o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles” Mt 17:11-12; Mt 11:14.

SUA MORTE ERA PARTE DE SUA MISSÃO

            O Talmud (Yomá 5ª) afirma: “Sem sangue, não há Yom Kipur”. Ler Hb. 9:22. Ainda no Talmud, no próprio Tratado Yomá 39 a,b, está descrito: “40 anos antes da destruição do Templo, ou seja, 30 E.C., a época do ministério e da morte de Yeshua, como acham, segundo Isaías 53:10-11: a lâmpada ocidental da Menorá no Templo não mantinha mais sua luz; as portas do templo abriam-se sozinhas; a sorte “LaShem” (“Para o Senhor”) não vinha mais na mão direita do Sumo Sacerdote; a fita escarlate, presa à entrada do Templo, que sempre ficava branca naturalmente, quando Elohimperdoava os pecados de Israel, em Yom Kipur, não mais embranqueceu-se”. Pouco tempo depois o próprio Elohimpermitiria a destruição do Beit HaMikdash que nunca mais foi reerguido, evento esse previsto por Yeshua (Mt 24:1-2).
           
O QUE DIZEM NOSSOS SÁBIOS SOBRE A MORTE E RESSUREIÇÃO DE MASHIACH?

            Como vimos já vimos anteriormente, era necessário que Mashiach se ocultasse para desta forma servir como teste, e continuarmos estudando, nos preparando e acreditando em seu retorno. No verso 53:12 o Targum de Jerusalém diz: “Ele, Messias, intercederá pelo pecados do homem, e por amor a ele serão perdoados as revoltas” Midrash B’reshith Rabbah: “E quando Israel peca, o Messias busca misericórdia para eles, como está escrito: ‘Pelas Suas feridas fomos curados, e Ele levou os pecados de muitos e fez intercessão pelos transgressores”. O Rabino Yoden, em nome do rabino Kama, disse que, “no futuro, nos dias do Messias, o Santíssimo, bendito será Ele, fará o Messias assentar-se’ a sua mão direita, como é dito: ‘Disse o Adonay ao meu Adon: Assenta-se a minha mão direita’ Sl.110.


O MASHIACH COMO FILHO DE ELOHIM

                        Na profecia Natan HaNavi, HaShem promete a Davi um descendente que se assentaria sobre seu trono e o Eterno o tomaria por Seu próprio filho (2Sm 7:13-14; 1Cr 22:10). Ainda nos Salmos encontramos: “A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder. Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios. Ele me invocará, dizendo: Tu és o meu Pai, meu Elohim e a rocha da minha salvação. Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança. Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu. Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade. Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram. Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi)”. Salmo 89:24-35. Sl 2:6-9.

FILHO DE ELOHIM NÃO UM DEUS-HOMEM

            As próprias Escrituras testemunham a respeito do Mashiach o designado como filho de D-us. Contudo sua filiação divina em nada por ser confundida com divindades pagãs como Hércules, filho de Zeus , com uma mulher humana, com o bezerro de ouro egípcio, filho de uma vaca deificada com o grande deus sol (Rá) e que os israelitas adoraram no deserto, ou mesmo Semíramis, uma deusa pagã da antiguidade, cuja tradição é associada ao 25 de dezembro e que teve um filho com o mortal Ninrode, que gerou a Tamuz, deificado posteriormente.
            Tamuz também é chamado de Baal, esposo em hebraico, e sua mãe é a prefiguração de diversas divindades posteriores, como a Virgem maria santíssima, do Catolicismo, Janaina ou Yemanjá, do candomblé, entre outras divindades femininas nas mais diferentes religiões. Ele é o filho de D-us, mas não um semi-deus ou algo parecido.

O QUE DIZEM OS SÁBIOS SOBRE O MASHIACH SER CHAMADO FILHO DE ELOHIM?

            Do Zohar, Shemot 8b, como explicou Zohar de Harakia, um livro sobre misticismo judaico está claro: “ o Mashiach terias estas qualidades: Ele levará uma vida normal no mundo; o espírito do Mashiach do Gan Éden (Jardim do Éden) celestial será concedida a ele, ele será escondido ascendendo aos céus e só então será revelado e recebido por Israel.”
O “Zohar” diz: “Este é o pastor fiel; de ti é dito”beija o filho”; tu és o Príncipe dos Israelitas, O Senhor da terra... o Filho do Altíssimo, o Filho do Elohim Santo...e gracioso Shekinah.
”Filho de Elohim é um termo amplamente utilizado pelos sábios do Talmud para designar o Mashiach. Para a literatura judaica o termo “Filho de Elohim” está ligado à promessa feita a Davi, que seu descendente seria adotado por Elohimcomo seu próprio filho prometendo-lhe a herança do mundo. O Talmud ainda vai dizer que o Mundo foi criado para o Mashiach.
            No livro dos salmos, encontramos: “Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro os regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o filho para que não se irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.”(Sl2:7-12).

QUE NOS DIZ A BRIT CHADASHAH SOBRE O FILHO DE ELOHIM?

            Sabemos que, infelizmente, os escritos da Brit Chadashah passaram longo tempo de sua história nas mãos do catolicismo, sofrendo todo tipo de influência. Contudo, acreditamos que Elohim não permitiria que seus justos ficassem sem condições de ver a verdade e nem deixá-los à deriva de falsas doutrinas.
            Vejamos esse texto, por exemplo: “Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Elohim. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Yeshua. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Elohim, o Senhor, lhes dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” Lc 1:30-35. Sim, como a promessa de Elohima Davi aqui mostra claramente que Yeshua, embora filho natural de Davi, ele (o Mashiach) seria chamado o Filho do Altíssimo, titulo outorgado a ele por seu merecimento, como encontramos na palavra de Shaul HaShaliach: “com respeito a seu filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Elohimcom poder, segundo o Espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Yeshua HaMashiach, nosso Senhor” Rm1:3:-4.
            Já neste texto vemos claramente qual é a condição de filho de Elohimque o Mashiach tem para Shaul HaShaliach, bem distante do ser divinizado pregado pelo cristianismo atual.
            Para o apóstolo, Yeshua era o filho de Elohim, mas filho natural de Davi. Quando Yeshua foi batizado por Yohanan uma voz do Céu, afirma o texto, lhe falou: “Batizado Jesus, saiu  logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Elohimdescendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em que me comprazo” Mt 3:16-17.
            Este texto é, ainda, citado por Keifah HaShaliach: “pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela glória excelsa lhe foi enviada a seguinte voz; Este é o meu filho amado, em quem me comprazo”(2Pe 1:17).
            Podemos perceber que para Keifah HaShaliach o título de filho foi outorgado a Yeshua. Ler ainda o que diz Mt. 17:2-5.

MASHIACH COMO FILHO DO HOMEM

            Para os sábios judeus e para as Escrituras, vemos que o Mashiach precisaria, necessariamente, descender de Davi, o que implica em uma descendência paterna para fins de dinastia. Contudo, para muitos, sua condição de Filho de Elohim confronta com a idéia de uma descendência carnal davídica. Apesar disso, encontramos Shaul HaShaliach dizendo em sua carta aos chaverim da Kehilah de Roma: “com respeito a seu filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Elohim com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Yeshua HaMashiach, nosso Senhor” (Rm 1:3-4). Portanto, nosso propósito aqui será provar que a genealogia carnal de Yeshua, de nenhum modo compromete sua condição de Filho de Elohime muito menos sua messianidade. Pelo contrário, sendo Ele filho de Davi, é judaicamente ainda mais digno do título e Mashiach de Israel.


UMA PROMESSA

            Sabemos que a esperança messiânica passa, necessariamente, pela promessa de Elohima Davi “...para que o SENHOR confirme a palavra que falou de mim, dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente, de todo o seu coração e de toda a sua alma, nunca faltará sucessor ao trono de Israel”.(1Rs 2:4). Nos escritos do Talmud encontramos o seguinte dito: “O caráter realizado de sua personalidade com certeza o eleva acima do grau comum, sem por isso dotá-lo de uma natureza diferente da nossa.”
            Já falamos no post anterior sobre a condição de sua filiação divina. Agora falaremos sobre sua filiação humana. Muitos contestam essa sua condição e muitos ainda afirmam que sua descendência davídica pode ser contestada, em virtude da maldição sofrida por Jeconias, rei amaldiçoado por Elohime citada como seu ancestral. “ Assim diz o Senhor: Escreverei que este homem está privado dos seus filhos, e é homem que não prosperará algum da sua geração, para se assentar no trono de Davi, reinar mais em Judá.” Ler Jr 22:24-30, vejamos o que podemos dizer em função disso.



 DA CONDIÇÃO DE JECONIAS APÓS TER SIDO AMALDIÇOADO.

            Segundo alguns autores sérios, em função de sua maldição, Jeconias, descendente de Davi pela linhagem de Salomão, morre sem deixar filho homem, ou seja, herdeiro ao trono. Sua filha, contudo, casa-se após a morte de seu pai, com um primo seu, da descendência, também de Davi, mas da linhagem de Natan, o outro filho de Davi. A maldição, portanto, se cumpriu. Porém a promessa a Davi não foi anulada, a linhagem real daquele momento em diante deveria vir da linhagem de Natan e não mais de Salomão. Por isso vemos uma aparentemente discrepância entre a genealogia de Yeshua citada em Mateus: “ Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel” Mt 1: 11-12 e a citada em Lucas: “Odá, filho de Joanã; Joana, filho de Resa; Resa, filho de Zorobabel, este de Salatiel, filho de Adi, Adi, filho de Cosa, este, de Elmadã, filho de Er” Lc 3:27-28 essa discrepância se resolve com o personagem “Néri”.
            Néri era o descendente de Natam com quem a filha de Jeconias se casou, deste modo, dando continuidade a dinastia Davídica, mas cumprindo a maldição dada por Elohima Jeconias. Por isso encontramos diferença entre a ancestralidade de Yeshua em relação a Salomão ou a Natan: “Eliaquim, filho de Meleá, Meleá, filho de Mená, Mena, filho de Matatá, este filho de Natan, filho de Davi; Davi filho de Jessé, Jessé filho de Obede; e Obede, filho de Boaz, este, filho de Sala, filho de Naassom” Lc3:31-32. “Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa” Mt 1:5-7.
            Logo, podemos entender que a ascendência messiânica de Yeshua, seja por Salomão ou por Natan, neste ponto não pode ser contestada.


O QUE DIZEM OS SÁBIOS EM RELAÇÃO A ESTE CASO

O Midrash Rabah nos diz: “Ele então colocou Jeconias, o filho de Lehoiakim, no trono de seu pai, mas quando ele voltou à Babilônia, o seu povo o reprovou por seu ato de loucura em ter entregue o trono ao filho de um inimigo tão inveterado e que era um pecador tão notório. Nabucodonosor, então, retornou a Jerusalém e exigiu a entrega de Jeconias, exigência a que o povo obedeceu. Antes dele ser entregue a Nabucodonosor, ele foi ao topo de sua casa, com as chaves do Templo e as atirou para baixo, dizendo que ele as entregava a Hashem, que indicaria um homem mais digno para delas cuidar. Ele foi levado a Babilônia e, pela influência de Shealtiel e de Semiramis, a esposa de Nabucodonosor, ele foi tratado com menos vigor e lhes foram mesmo conferidos alguns privilégios. Seu filho Zerubavel nasceu na Babilônia, e o reino foi restaurado a este bom homem. Jeconias morreu penitente e em paz com seu criador”.
            No livro de Jeremias 24:1-7. Vemos um texto que, aparentemente, suspende a maldição posta sobre Jeconias.
            O tratado Talmúdico de sanhedrin 37b e 38ª, lemos: “ disse rabi Yohanan (João); o exílio espia todas as coisas, porque disse o escrito: “assim disse o Eterno: escrevam o que sucederá a este homem (Jenonias) privado de descendência, homem a quem nada de próspero sucederá em todos os dias de sua vida; porque ninguém de sua descendência se sentará no trono de Davi, nem reinar sobre Judá (Jeremias 22:30) e depois do exílio(do rei) se diz: “e os filhos de Jeconias: Asir, Salatiel (...) Chamaram-no Salatiel porque Elohim pediu (Shaa-el) a suspensão do juramento” Não seria a  primeira vez que Elohim suspenderia uma palavra sua, em função de sua misericórdia. Vejamos: “Volta e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o SENHOR, o Elohim de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas, eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás à Casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim e por amor de Davi, meu servo” 2 Rs 20:5-6.
            Vemos, portanto, que também em sua ascendência humana, cujo dinastia davídica é incontestável, Yeshua continua tendo sua messianidade atestada, em detrimento de tudo que pessoas desinformas tenham a dizer contra isso.


O MASHIACH, UMA LUZ PARA AS NAÇÕES


            No evangelho de Yohanan lemos: “O Logos(a Palavra) estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.”(Jô 1:10). Aqui entendemos se tratar da Palavra Divina (Torah) e a negação do mundo em aceitá-la.  O objetivo final do Mashiach será trazer o conhecimento da Palavra Divina, e fazer com que toda humanidade se corrija de suas más atitudes. A devoção das nações só será alcançada pelo conhecimento, como está escrito: “O ignorante não pode ser verdadeiramente devoto” Pirkêt Avot 2:5.
            Embora não saibam, as nações aguardam ansiosamente a chegada de seu ensinamento. “Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina.” (Is 42:4).
            A condição atual das nações é de ignorância e escuridão para as suas mentes. “Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti. As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o resplendor que te nasceu”(Is 60:1-3).
            Chegará o momento em que todo homem recitará: Shemá Israel Adonay Eloheinu Adonay Echad e em uma só voz o planeta pronunciará a unicidade divina. Todos os povos invocarão o Elohim de Israel, com a vinda de Mashiach, todas as impurezas da terra desaparecerão, as nações não terão mais seus deuses e nem terão mais memória deles.
            O mundo se aperfeiçoará, pois todos os moradores da terra serão educados e se submeterão ao jugo divino; sendo assim, o mundo voltará a ser aquilo que Elohim criara, um lar para si próprio e a mais especial de suas criaturas: o homem.
            O que vemos e conhecemos hoje é o resultado do pecado de Adam, mas quando todos os homens estiverem dispostos a fazerem a vontade de Elohim, então tudo voltará a ser o que era e novamente ouviremos a voz de Elohimdizendo: “Eis que tudo é MUITO BOM”.

QUE DIZEM NOSSOS SÁBIOS QUANTO A CAPACIDADE DE MASHIACH EM MUDAR O MUNDO QUE VIVEMOS?

            Rambam afirma: “Mashiach será mais espiritual que qualquer outro profeta, com exceção de Mosheh”. Entretanto, no Midrash Tanchumá encontramos: “Mashiach vai ultrapassar inclusive Mosheh”. Há, contudo, alguns que adotam uma posição diferente e afirmam que Mashiach vai exceder Mosheh apenas em liderança – porque o redentor vai ocupar o trono de Elohim– mas não em profecia, porque toda sua profecia é baseada em Mosheh, como está escrito: “Um profeta SEMELHANTE a mim e a ele ouvirás”. Por outro lado, o Zohar declara que o próprio Mosheh pode ser considerado como um Mashiach, pois que era ungido por Elohim. No entanto, todos concordam em uma coisa: Mashiach seria mais sábio que Shlomo HaMelech. Além do mais, Mashiach vai ter a capacidade de matar só com a palavra (2 Ts 2:7-8).
            Como observa Rambam em “Igueret Teiman” “com o alento dos seus lábios ele vai matar os maus” (Ishaiáhu 11:4), aplicando isto ao Mashiach. Rambam também escreve: “Este rei (Mashiach) será grande, ele vai reinar em Sion, seu nome será grande, e sua lembrança vai ser guardada pelas nações mais do que a de Shlomó HaMelech. Todas as nações farão a paz com ele, e todos os países vão servi-lo... e qualquer um que se levante contra ele, Elohim vai destruí-lo... e entregá-lo... nas suas mãos.” (“Perek Chelek”) Kolel.
            Na carta da Revelação de Yeshua a Yohanan encontramos: “Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor¿ Pois só Tu és Santo. Por isso, todas as virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos”. Ap 15:4. Ler Sl 72:7-11; Zc 9:9-10. Rambam ainda, diz: “A única ocupação de todo o mundo será conhecer o Eterno, como diz o versículo: “A terra se preencherá com o conhecimento Divino, assim como as águas cobrem o leito do oceano.” Is 11:9; Hc 2:14.


QUAL SERÁ A CONSEQUÊNCIA DO GOVERNO DE MASHIACH SOBRE A TERRA?

            Quando Mashiach vier, ensinam nossos sábios, haverá paz universal. “...para que se aumente seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9:7). Isto significa, porém, que também precisará haver justiça universal. Pois o fundamento da primeira paz é a verdadeira justiça: “Mashiach possuirá este senso interno. Daí  porque Isaías profetiza que Mashiach “sentirá o cheiro do temor de Hashem, e não julgará segundo a visão de seus olhos e o que os seus ouvidos escutarem”, diz isto traduzindo de melhor forma de texto de Is 11:3.
            Explica o Talmud que isto significa que Mashiach “cheirará e julgará”, reconhecendo a parte culpada pelo seu odor.
Para os sábios isto significa que o Mashiach terá um sentido apurado para intermediar questões cuja situação exija algo mais do que provas e testemunhos para determinar o culpado e o inocente. (1Rs 3:16-28).
            Mashiach exemplifica este paradoxo: de imediato, o homem mais dotado de conhecimentos, o mais poderoso dentre todos eles, ele também será o mais humilde, o que mais se doará, o que melhor compreensão terá, e o menos voltado para o seu próprio eu ele será. Mashiach será o governante e o Juiz ideal, exatamente porque não tem interesse disfarçados, nenhuma outra identidade a não ser aquela pela qual dela Elohim o escolheu – trazer a redenção. Finalmente isto significará o fim da injustiça e da impunidade na terra e ai instauração de um mundo alicerçado na retidão e no caráter.
            Por fim, a justiça e a conseqüente paz que Mashiach trará sobre a terra, gerará uma nova sociedade, onde a igualdade reinará; tudo o que é ruim; a falsa religião, a guerra, a mortandade, a criminalidade, acabarão e enfim as nações se corrigirão de seus atos.
           

QUAIS FORAM AS CONSEQUÊNCIAS PARA O MUNDO MODERNO COM OS ENSINAMENTOS DO MESTRE YESHUA?
           
Nenhuma outra forma de sociedade estabeleceu uma legislação tão baseada no direito e na hierarquia eficiente e justa quanto os judeus.
            De alguma forma, todas as demais sociedades atuais, tem seu critério de justiça, com suas bases nos conceitos judaico-messianico de moral.
            A Torah é o mais antigo código moral ainda creditado, contudo, ainda que de maneira estranha e conflituosa, sejam as palavras de Yeshua, ainda que representada por uma forma de cristianismo um tanto distorcido, que tornou a Torah conhecida e reverenciada entre as nações da atualidade.
            Por maiores que sejam as atrocidades cometidas pelo cristianismo, deve-se admitir que o mundo de hoje é, de longe mais habitável do que o de dois mil anos atrás.

A Kapará pelo sangue do Mashiach

A Kapará pelo sangue do Mashiach
segundo a verdadeira perspectiva israelita
“Isto era uma ideia relativa ao Messias bastante familiar ao Judaísmo rabínico, a saber: um homem perfeitamente justo que não apenas cumpre os mandamentos, mas também através do sofrimento expia pelos pecados do passado, e este excessivo sofrimento do justo é para o benefício dos outros”.
Emil Schürer, The History of the Jewish People in the Age of Jesus Christ (Mashiach Yeshua e não Jesus Christ) (175 B.C – 135 A.D)
TORÁ:
“Porque a vida da carne está no sangue. E eu tenho dado para vocês sobre o altar para fazer kapará [expiação/reparação/purificação/perdão/redenção/substituição] sobre suas vidas, pois o sangue é a vida para fazer expiação” (Vayikrá/Levítico 17:11).
TALMUD:
“Certamente a expiação [kapará] só pode ser feita com o sangue, como ele diz: pois é o sangue que fará expiação [kapará] em virtude da vida!” (Talmud Bavli, m.Zevachim 6a).
“Será que a imposição da mão [na cabeça do animal] faz a expiação [kapará]? Não.
A expiação [kapará] vem através do sangue, como é dito: Pois é o sangue que faz expiação [kapará], em virtude da vida!” (Talmud Bavli, m. Yoma 5a).
YESHAYAHU (ISAÍAS) 53:
“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos.
Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Elohim, e oprimido.
Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz shalom [paz] estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas YHWH fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca tenha cometido violência, nem houve engano na sua boca.
E YHWH desejou moê-lo, fazendo-o sofrer; quando a sua alma fizer oferta pela culpa, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e a vontade de YHWH prosperará na sua mão.
Depois do sofrimento sua alma verá [a luz1] e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.
Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; e ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores” (Yeshayahu/Isaías 53:1-12).
TARGUM DE YESHAYAHU (ISAÍAS):
CAPÍTULO 52, VERSO 13:
"Eis que prosperará o meu servo, o MASHIACH; será exaltado e engrandecido, e será muito fortalecido".
CAPÍTULO 53, NA ÍNTEGRA
“Quem acreditou em nosso relato? E a quem o poder do braço de YHWH foi revelado?
O justo será grande perante Ele, como ramos que brotam; como a árvore que envia suas raízes pelos córregos de água. Assim será a geração dos justos que se multiplicaram na terra, que têm necessidade Dele.
Seu rosto não será como o de uma pessoa comum, nem o Seu temor como o temor de um estúpido; porém, o santo esplendor será o Seu esplendor, todo aquele que o vir será agraciado por Ele.
Todavia, Ele será desprezado. Mas Ele cortará a glória dos perversos, eles serão fracos e miseráveis. Estávamos em desprezo e não estimávamos, tal como um homem com dor e doenças. E é como se Ele tivesse removido a face de sua Shechiná [= presença de YHWH] sobre nós.
Por isso, Ele orou pelos nossos pecados, e as nossas iniquidades por causa Dele serão perdoadas. Nós fomos considerados esmagados, feridos por YHWH e afligidos.
Ele construirá a casa do Santuário, que tem sido profanado por conta de nossos pecados. Ele foi entregue por conta de nossas iniquidades, e por meio de Sua doutrina o shalom [paz] foi multiplicado sobre nós, e por meio do ensino de Suas palavras os nossos pecados serão perdoados.
E todos nós fomos levados como a ovelha para o matadouro, todo aquele que trilhou o seu próprio caminho; aprouve a YHWH perdoar os pecados de todos nós por causa Dele.
Ele irá orar e Ele será respondido. Sim, antes Ele abrirá a boca, Ele será ouvido. Ele se entregará aos poderosos das nações como um cordeiro para o abatedouro, como uma ovelha diante de seus tosquiadores. Ninguém em sua presença abrirá a boca, ou falará uma palavra.
Ele irá reunir nossos cativos de suas aflições e dores, e quem poderá narrar as maravilhosas obras que Ele fará por nós em Seus dias?
Ele irá remover o governo das nações da terra de Yisra’el. Os pecados que meu povo tem cometido serão levados sobre Ele.
E Ele libertará o perverso do Guey Hinom, e [também] os ricos com tesouros obtidos por violência da morte do Abadon [Destruidor]. Aqueles que cometem pecados não irão permanecer [pecando], bem como aqueles que falam malícias com suas bocas.
E isto aprouve a YHWH para purificar e refinar o remanescente de seu povo, a fim de limpar suas almas de seus pecados, para que eles possam ver O REINO DE SEU MASHIACH, para que seus filhos e suas filhas possam se multiplicar e prolongar seus dias, e aqueles que guardam a Torá de YHWH irão prosperar por meio do prazer DELE.
Ele libertará as almas deles da servidão das nações, eles verão a vingança sobre seus inimigos, eles serão saciados com o espólio de seus reis. Por sua sabedoria, Ele justificará os justos, a fim de fazê-los guardar a Torá, e Ele orará pelos pecados deles.
Portanto, eu irei dividir para Ele o despojo de muitas pessoas, e os tesouros das fortificações; Ele dividirá o despojo, porque Ele entregará sua vida à morte, e Ele fará com que os rebeldes guardem a Torá; e Ele orará pelos pecados de muitos; e quanto aos transgressores, cada um será perdoado por causa Dele” (Targum Yonatan de Yeshayahu/Isaías 53).
ZOHAR:
“No Gan Eden [Jardim do Éden] há um salão que é chamado de ‘Salão do Aflito’.
Agora, é para dentro deste Salão que o MASHIACH vai e convoca todas as aflições, dores e sofrimentos de Yisra’el para recaírem sobre Si. E se Ele não tivesse aliviado os filhos de Yisra’el de suas tristezas, e tomado o fardo deles sobre Si, não haveria ninguém que pudesse suportar o sofrimento de Yisra’el como punição pelo descumprimento da Torá.
Porque está escrito: Certamente, as nossas doenças Ele suportou, e as nossas dores Ele carregou [vide Yeshayahu/Isaías 53:4,5].
Enquanto os filhos de Yisra’el habitaram na Terra Santa, eles afastaram todas as aflições e sofrimentos do mundo pelo serviço do Santuário e pelo sacrifício.
Porém, agora é o MASHIACH quem está afastando-os [os sofrimentos/aflições] dos habitantes do mundo” (Zohar 2:212a).
SAADIA GAON (882 ou 892 a 942 D.C):
"... Ele (o MASHIACH) pode ser comparado com aquele que limpa com fogo os membros da nação que cometeram pecados graves, ou aquele que lava com lixívia aqueles integrantes que foram culpados por infrações leves, como a Escritura nota imediatamente a seguir: 'Porque ele é como o fogo do ourives e como sabão do lavandeiro (Malachi/Malaquias 3:12)” (Kitab VIII.6, Rosenblatt, 304).
RAMBAN (1194 a 1270)
E
ABARBANEL (1437 a 1508):
“Da mesma forma, Yeshayahu descreve ‘um homem de sofrimento e familiarizado com a doença’ (53:3), desprezado e zombado, mas por fim vingado, e considerado superior aos seus detratores. Segundo muitos comentaristas, esta imagem refere-se ao povo judeu, oprimido durante a galut [exílio] mas destinado a prevalecer sobre as nações gentias quando vier a gueulá [redenção]. Ramban e Abarbanel, no entanto, entendem Yeshayahu 53 como pertinente ao próprio Mashiach” (Os Dias de Mashiach, Menachem M. Brod, editora Chabad, página 99).
ISAIAH B. ABRAHAM HOROWITZ (1555-1630):
"Porque ele (o Mashiach) irá oferecer a sua vida e derramará a sua vida à morte (Is 53:12), e o seu sangue expiará pelo povo junto de YHWH. Deste modo, acontecerá mais tarde que o reino da casa de David governará para sempre entre o povo de Israel. "(Isaiah b. Abraham Horowitz, Sepher Shnei Luhot Ha-Berit, 1649, Amsterdan. Citação da edição de 1724, p. 299B)
NAPHTALI BEN ASHER ALTSCHULER (faleceu depois de 1607):
"A enfermidade que deveria ter caído sobre nós foi carregada por ele. Isso significa que, quando o MASHIACH BEN YOSEF morrer entre as portas e for uma maravilha aos olhos da criação, por que a pena que ele tem de carregar deve ser tão severa? Qual é o seu pecado, e qual é a sua transgressão, exceto que ele vai suportar os castigos de Israel, de acordo com as palavras 'ferido de Elohim?' (Is 53:4)" (Naftali ben Asher Altschuler, Ayyalah Sheluhah, Cracóvia).
DAVID C. MITCHELL:
“Tendo passado desde o século XVII ao antigo período tanaítico, nós achamos evidências em todo o período de que a morte do Mashiach Ben Yosef era considerada como tendo o poder para expiar os pecados de Israel e purificar a nação. Algumas autoridades – Horowitz, Saadia e o autor de Nistarot – dizem que tal expiação é necessariamente uma pré-condição para a inauguração do reino de David” (Messiah Ben Joseph: A Sacrifice of Atonement for Israel).
KETUVIM NETSARIM:
“Ele [YESHUA] não o fez por meio do sangue de bodes e bezerros, mas pelo próprio sangue, libertando, desta forma, seu povo para sempre. Se a aspersão de pessoas cerimonialmente impuras com o sangue de bodes e touros, e as cinzas de uma novilha, restauravam-lhes a pureza exterior, quanto mais o sangue do Mashiach, que, pela Ruach eterna, se ofereceu a Elohim como sacrifício imaculado...
Por causa dessa morte, ele é o mediador de uma B'rit Chadashá (Nova Aliança ou Aliança Renovada).
(...)
Pois, segundo a Torá, quase todas as coisas são purificadas com sangue; de fato, sem derramamento de sangue não há perdão de pecados [= Lv 17:11]” (Ivrim/Hebreus 9:12-15,22).
1A cláusula “a luz” consta dos textos da Septuaginta e dos Manuscritos do Mar Morto (ambos anteriores à vinda de Yeshua), não figurando no Texto Massorético (século X D.C). Atente para interessante fato: o servo sofredor morre e é posto em uma sepultura, e depois “vê a luz”. O que isto significa? Para o rabino James Trimm, a “luz” para alguém que morreu simboliza a ressurreição, ou seja, Yeshayahu estava tratando da morte e da ressurreição do servo sofredor do ETERNO. Parece que o Texto Massorético omitiu a palavra “luz” para ocultar a ressurreição do Mashiach, lembrando-se que os massoretas provieram da escola do Judaísmo que rejeitou Yeshua HaMashiach.

O MESSIAS NO JUDAISMO:

 
 
 
A ORIGEM DA ESPERANÇA MESSIÂNICA
A esperança messiânica faz parte do ideal coletivo desde que a humanidade se vê impotente diante da sua problemática social e espera na figura de seus governantes a resolução para tal. No imaginário judaico o messias e idealizado enquanto uma figura inicialmente nacionalista que levaria o povo de Jacó a ter paz e descanso de seus inimigos e, por fim, a harmonização do mundo apartir do líder que centralizaria da terra de Israel o governo do mundo,quebrando  a cerviz das nações mediante a aplicação da Torá como modelo de legislação universal. Isto levaria o mundo  a restauração de sua condição edênica , com o homem( no caso , o Mashiach) no centro de uma condição de gerenciamento do mundo, com Yahwh agindo a partir dele  para a consolidação de uma morada para sua santidade entre os homens.
UMA REVELAÇÃO GRADUAL
Essa idéia não foi totalmente compreendida de pronto, mas formulada através de século de análise bíblica elucidação profética que tornou o plano divino claro ao povo de Israel, que hoje, compreende uniformente a questão messiânica.
Postularemos alguns textos extraídos inicialmente das escrituras que nos dão um  panorama da origem de toda essa temática que hoje  e parte  dos treze princípios fundamentais da fé judaica: Ani Maamim, V´Emunah Shelemah, BeViate HaMashiach... eu creio com fé completa na vinda do Mashiach. E ainda que ele tardar ( aparentemente),contudo esperá-lo-ei ( como se fosse chegar) a cada dia.
O próprio Rambam ( Rabi Moshe bem Maimom) autor desde texto ainda nos ensina : “ quem crer em Mashiach e crer na Torah são a mesma coisa ” e também : “ aquele que nega  a realidade de Mashiach nega não só os profetas, mas  também a Toráh’’.
A humanidade anseia por uma libertação que, definitivamente, resolva a problemática social do mundo, embora não conheça o Mashiach.
Isto se expressa na figura de seus governantes que, quase sempre chega ao poder prometendo todo tipo de resolução para melhoria da vida na terra, mas que, uma vez no poder, usam da inocência do povo para seus próprios fins.
Quão mais próximo da realidade popular estiver o governante, mais amado e reverenciado por seu povo ele será. Bem por isso o populismo político, quase sempre prevalece sobre a razão.
Os gentios não consideram necessário um líder que os governem, com leis e condições, corrigindo-os em sua conduta. Procuram tão somente alguém que resolvam os seus problemas sem interferir em seus hábitos morais e comportamentais.
SL 2:1; Quando Israel pediu um Rei conforme as nações tinham. Deus apresentou-lhes um modelo das nações: “Então, os anciãos todos de Israel se congregavam, e vieram a Samuel, a Rama, e lhes disseram: Vê, já estas velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui –nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como tem todas as nações.” 1Sm:8:5;1Sm;8:10-19.
Os líderes mais populista, e que fizeram a “vontade do povo” foram justamente os que trouxeram maiores problemas ao próprio povo, conforme Êxodo 32:21-25; 1Sm: 15:9-24; SL 22: 27.
O anseio da humanidade é traduzido nos atos desses lideres.
VISLUMBRANDO UM FUTURO, ESPERANDO POR UM MASHIACH!
Ao lermos atentamente a benção proferida por Yakov ao seu filho Judá (Gn 49:8-12), observamos os seguintes aspectos:
Judá, teus irmãos te louvarão; (será honrado por todos os judeus) a tua mão estará sobre as cerviz de todos os seus inimigos (Dará descanso a Israel de todas as suas perseguições); os filhos de teu pai se inclinarão a ti (por fim os judeus se submeterão ao seu governo mundial).
Judá é leãozinho. Da presa subsisti, filho meu. Em curva-se e deita como leão; quem o despertará¿ (Os povos a ele temerão e não ousarão se voltar contra ele).
O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, ate que venha Silo (Enviado);
A ele obedecerão os povos (Será descendente físico de Judá e os povos se submeterão a ele).
Ele amarará seu jumentinho avide e ao filho da jumenta, a videira mais excelente (contara com apoio de seu povo e os melhores dentre eles são os seus co-governates); Lavara suas vestes no vinho e a sua capa, em sangue de uvas (destruíra os inimigos e o sangue dele estará neles)
E os seus olhos serão cintilantes de vinho( a guerra estará em seu projeto) e os dentes brancos de leite (a paz será o objetivo maior de sua guerra. Ele não terá prazer na morte de seus inimigos).
Yakov recebeu de Yahwh  a revelação de toda a história  judaica   desde seu tempo redenção final com o    advento e a supremacia dos dias do Mashiach.
Para ele, assim como para todo o povo de Israel, o Mashiach é um símbolo da paz mundial, contando com a colaboração de todo mundo no intuito de acabar com toda a violência e a injustiça. O povo de Israel, diferente dos outros povos, crê que este governante terá como principal tarefa corrigir as atitudes humanas elevar Israel e, por fim, todos os restantes da humanidade, a uma mudança de atitude para que assim, ela mesma, chegue efetivamente a ser o que Yahwh projetou para ela no inicio de sua criação
Sl:22:27; Sl 51:13 e Is:2:4; Mq:4:3.
AS DUAS VINDAS MESSIÂNICAS
Para muitos é difícil entender a relação entre Yeshua e a figura messiânica por,  na época, não ter cumprindo a totalidade das profecias relacionadas a Mashiach na Torah, e nos demais textos proféticos. Contudo, precisamos entender ue, mesmo para o judaísmo, a redenção messiânica se daria em duas fases distintas.
Nossos sábios rabinos talmudistas e mesmo posteriores a eles, incluindo Rambam, Rashi, e muitos outros, falam em “Dois Mashichim” . Cada um deles cumpriria uma parte da missão. Mashiach Bem Yossef e Mashiach Bem Davi.
Pretendemos mostrar que ambas as representações, se completam, na verdade, em uma só pessoa.
 
NÃO DE UMA SÒ VEZ
Crer em uma vida dupla do Mashiach na verdade e uma crença judaica com qual concordam nossos sábios. Vejamos os relados a seguir: '' nas obras do famoso místico da Torah , Rabino Yitschak Luria ( mais conhecido como Ari Hacodesh), esta escrito que, antes de Mashiach se revelar completamente, ele estará oculto de semelhante á de Moshe quando ele subiu ao monte sínai para receber a Torah. O povo se iludiu ao pensar que ele avia morrido, mas na verdade ele estava vivo, e mais tarde ele desceu e nos deu a Torah''. Sobre o ocultamento de Mashiach é dito: '' depois de Mashiach se revelar , completamente, todos os judeus o reconhecerão e se reunirão a sua volta ''. Alem disso, Rashi escreve no final do livro de Daniel sobre as palavras '' feliz aquele que espera '', que '' nosso Mashiach esta destinado a se ocultar depois da sua revelação, voltará para ser revelado''. Em Daniel 2, a respeito da visão da estatua de Nabucodonosor , vemos que uma pedra e cortada do cume de uma montanha, sem a ação humana e lançada aos pés da estatua e destruindo-a Daniel 2;31-45. Sabemos que isso e uma clara referencia á instituição da era messiânica e a destruição dos governos do mundo (Salmos 110; Daniel 7;27; Isaias 2;2-3; Miquéias 4;1-2),e que sua época se refere aos tempos atuais, posteriores ao império romano e sua divisão e desfacelamento . Logo, por meio disso, podemos crer que a restauração do Malchut Hashamaim se dará neste período em que vivemos (queira Hashem abreviá-lo) Contudo, em Daniel 8, o mesmo profeta, veremos que o Mashiach seria morto 466 anos e meio após a reconstrução do segundo templo, e antes da destruição Daniel 8;24-27; Esdras 1;1-11, ou seja, durante o período em que Israel estava ainda sobe o domínio de Roma. Como equacionar esta aparente contradição? Concluímos se tratar de uma manifestação messiânica ocorrida em duas fases. Uma com sua morte na condição de servo sofredor (Mashiach ben Yossef) onde seria comparado ao cordeiro Salmos 2, Isaias 53. Após sua morte, sentando-se a direita de Deus até o tempo determinado para a instauração do reino; Daniel 7;13-14; Salmo 110. Nas palavras do rabino Yoden, sábio talmudista, que infelizmente, ao que se sabe não creu em Yeshua, Encontramos: '' no futuro nos dias do Mashiach, o santíssimo, bendito seja ele, fará o Mashiach assentar-se a sua mão direita, como e dito: disse Adonai ao meu ´Adon: assenta-se a minha mão direita Salmo 110;1 ''. No zohar, shemot 8b, livro místico judaico encontramos escritos tais palavras: '' Ele levara uma vida normal no mundo (primeira vinda); o espírito de Mashiach no Gan Eden celestial será concedida a ele (o espírito de Deus estaria nele), ele será escondido ascendendo aos céus (sua ascensão) e só então será revelado e recebido por Israel (seu retorno)''. Vemos portanto, que mesmo as linhas mais místicas ou as mais racionalistas do judaísmo, e que negam Yeshua como Mashiach, confessam a dupla manifestação messiânica , inclusive crendo em sua ascensão aos céus.
A MANIFESTAÇÃO MESSIÃNICA EM DUAS FASES
Nossos sábios explicam o tratado de sanhedrin  98a uma parente contradição nos textos de Dn 7:13 (Elevado nas nuvens dos céus) e Zc 9:9 (Homem pobre montado num jumento), eles resolvem neste caso, afirmando que se Israel for merecedor e tiver méritos ele virá nas nuvens, caso contrário, apareceria como um homem de dores, experimentado nos trabalhos (Is 53) e montado nun jumentinho.
Nessa situação, podemos dizer que a geração que recepcionou a Yeshua em sua primeira manifestação, se enquadrava, no primeiro caso. Isso devido, entre outras coisas, a sua corrupção com o império romano, sendo apenas uma pequena parte merecedora de enxergá-lo (Is 29:10-19).
Uma das provas do não merecimento daquela geração foi a destruição do segundo templo. O tratado Yomah 9b do talmud Bavili nos diz: “Não foi a supremacia militar que ocasionou a destruição do segundo templo mas sim o ódio gratuito e a Lashom Hará”, pecados estes, considerados pelos sábios como piores que a idolatria, perversão sexual e derramamento de sangue inocente.
Outro motivo e o mais importante deles é que antes de tomar os reinos do mundo o próprio mundo deveria ser preparado para isso.
No Olam Habá o mundo terá de ser preparado para uma mudança total de valores, e portanto, antecedido pelas notícias da mídia (Mishurah) e ainda um período de adaptação posterior, neste caso figurado nos dias do Mashiach.
D-us não gostaria que apenas aquela parte de Israel fosse alvo de sua redenção, mas ele intencionava que todos os homens tivessem a oportunidade de conhece-lo de alguma forma e , quem sabe, aceitar o seu jugo. Por isso idealizou um reino messiânico que se estenderia de mar a mar, alcançando os dispersos de Israel e ainda muitos gentios que a ele se a chegariam. (Is40:5; Is 11:9;  Sl 72:7-8; Zc 9:10: Sf 3:9; Ez 37:23; Is 60:21; 56) O conhecido Rebe Lubavitch, que alguns judeus consideram Mashiach, antes de falecer disse: “A muito a ser feito no norte da África, os judeus do Marrocos precisam de professores e orientadores e é nossa missão disseminar o conhecimento da Tora entre eles”.
Com essas palavras, o Rabi Yitzhak Scheenerson iniciou uma campanha de envio de Shilichim judeus - rabinos e professores – a outros países. “Uma revolução espiritual se iniciava: o judaísmo estava para ser espalhado para os quatro cantos do mundo”.
Isto nos lembra algo¿ Yeshua antes de subir aos céus, enviou seus Shalichim (Emissários-Apóstolos) para preparar o mundo para a chegada do reino como vemos em At 1: 6-8.
O MASHIACH COMO SERVO SOFREDOR
            Nos últimos temos, alguns tem contestado a idéia de um messias sofredor, que tivesse de padecer como parte de sua missão na redenção.
            A Quem atribua o texto de Ishtaiahu 53, ao povo de Israel, e devido
Ao fato desse textto ser amplamente utilizado por religiosos para evocar um martírio do messias, muitos tem tentado afirmar que o mesmo nunca se referiu ao messias, que deve, segundo eles, ser visto como herói vitorioso e redentor e não como um cordeiro sofredor.
            Diferentemente do que se tem dito, o próprio judaísmo sempre utilizou Isaias 53 como uma referencia messiânica.
Os textos que se seguirão são extraídos de fontes judaicas oficiais, como talmud, Zohar, Mishnêh Torahe comentários dos rabinos mais confiáveis do cenário judaico. Detalhe: Nenhum dos rabinos aqui citados, ao que se saiba, cria em Yehua como messias.
OS RABINOS E O MASHIACH SOFREDOR
Isaias descreve: “Um homem de dores e muito acostumado com a doença”. Muitos comentarista judeus, tais como Ramban e Abarbanel, explicam isso com sendo uma referencia a Mashiach. Ramban (Rabi Moshê bem Nachaman) também explica: “A dor de Mashiach resultará em nos corrigirmos, pois, devido ao mérito dele, D-us nos perdoará e seremos curados de nossas transgressões “.
O Maharal de Praga, o grande líder filósofo, autoridade legal e místico que viveu no século XVI da era comum, discutiu a natureza e as razões da dor que Mashiach teria que suportar.
Alshich, um cabalista do século XVI, explica: “Mashiach aceita seu sofrimento de bom grado, com amor pelo povo judeu e toda a humanidade, e que quando finalmente Mashiach se revelar nós nos daremos conta de que ele escolheu sofrer. Compreenderemos então quantos esforços ele investiu suportando o sofrimento da geração. (...), como diz o Talmud: Assim como os sacrifícios obtêm expiação, assim também a morte dos judeus pode vir a ser expiação”.
TEMOS PROVAS NAS ESCRITURAS E NAS PALAVRAS DOS SÁBIOS QUE O MASHIACH HAVERIA DE SOFRER
Embora alguns contestam sua aplicação, o texto de Is 53, apresenta a figura messiânica como sofredora. O Rabi Shneor Zalman, o fundador do Chassidismo Chabad, na verdade, detalha a natureza e os sintomas das aflições de que Mashiach sofrerá.
O Chafets Chaim , em seu trabalho sobre ansear por Mashiach, discute o conceito das “dores de parto de Mashiach”. De fato, esta idéia, comparar o tempo de Mashiach à dor e ao tormento de dar a luz, é encontrada em todas as discussões filosóficas e místicas sobre Mashiach ao longo dos séculos. Com toda a certeza, se a geração na qual Mashiach vier, infelizmente, irá conhecer muita dor e sofrimento, então o próprio Mashiach dela partilhará – na verdade, assumirá a porção maior -  das aflições e da dor.
O Salmo 22, inclusive recitado por Yeshua, durante seu martírio, retrata o sofrimento e angustia do rei Davi e prefigura, para muitos dos sábios uma alusão clara ao sofrimento messiânico.
O Talmud Bavili discute a citação de Zc 12:9-12 e diz: Por quem pranteiam eles¿ E responde: “Pelo Messias Bem Yossef que será morto”. (Sukah 52a).
Os próprios rabinos concordam que o padecer do Mashiach e parte do processo de redenção de Israel.
O Midrash VaYkrah rabah ainda fala de um conceito chamado de “kaparat HaDor”, citado incluse pelo Rabino Menachem M. Diezendruck, Z”L, comentarista da “Torah, a Lei de Moisés” (Editora Sefer), no que se refere ao capitulo 10 de VayKrah, que narra a morte dos filhos de aharon: “A morte dos justos serve de expiação pelos erros e falta dos pecarores, e leva-os ao bom caminho. Esta é a razão porque no dia de Yom Kipur, se lê o texto da Torah que mencionou a morte dos filhos de Aharon”, comenta ele. Torah Pg. 312-313.
PORQUE O MESSIAS TERIA DE SOFRER
Encontramos nun comentário rabínico o mesmo questionamento: “Por quê¿”- pergunta ele – “ Por que precisa Mashiach, a pessoa que trará a Redenção ao mundo, suportar a aflição e a dor¿ Podemos entender que haja um período de dúvida – talvez, rejeição por parte de alguns, falta de vontade de aceitar o que a Torah diz ou ainda não estarmos educados nos conceitos de Mashiach e Redenção, de afastar a grande escuridão, começa com uma pequena luz.” (fonte:www.adimatai.org).
Isto significa que para o judaísmo, o sofrimento de Mashiach está ligado ao amor dele pela geração que o receber. Ele partilhará do sofrimento dela e, de algum modo, tomará sobre si suas dores.
O texto acima ainda chega sugerir que uma parte da geração de Mashiach não o aceitaria. Isto pelo fato, segundo ele, dela não estar espiritualmente preparada para isso.
Nas palavras do autor do livro dos Atos encontramos: At 13:27; 26:22-29. Verificamos aqui uma grande semelhança com a história de Yeshua. Tanto no que se refere a rejeição de parte do seu povo, quanto ao partilhar das suas dores e aflições.
Nas palavras do sumo sacerdote Caifás encontramos: Jô 11: 49-53. No Talmud ainda podemos observar: “...o movimento em direção à redenção é comparado ao surgimento da aurora. Haverá um período de confusão e de tumulto: as pessoas duvidarão de Mashiach questionarão suas qualificações, e até mesmo o perseguirão – devido à incerteza e ao caos daqueles tempos. Mashiach aparecerá até mesmo com um pobre, humilde, montado em um jumento, como diz o profeta”. Lc 11:29-33; Jô 7:5-18; 12:35-40; Rm 10:16-20; Is 53:1-4.
A redenção começa como uma pequena luz que ilumina muita escuridão. Uma pequena parte veio a crer nele a principio, poucos anos depois milhares de Judeus vieram a crer. (At 2:39-41; 6:7; 21:20)
Ele aceitou o sofrimento assim como Mosheh, que preferiu ter seu nome riscado do Livro de D-us, a ver o povo perecer, no deserto. Mosheh não entrou na terra, mas o povo de Israel foi salvo (Ex 32:32-34). Assim também Yossef do Egito sofreu pela salvação de sua geração.
Rabi Pinechas nos diz: “No Tempo da Vinda do Mashiach, todos os sacrifícios serão anulados, exceto os de gratidão” (Jr 31:11) Fazendo menção a seu martírio redentor.
Numa oração de um antigo Machzor de Yom Kipur encontramos a seguinte prece “...Nosso messias justo tornou a sua face de nós: horror se apoderou de nós e vimos para justificar-nos. Ele carregou o jugo de nossas iniquidades e nossas transgressões e é ferido por causa das nossas iniquidades e nossas transgressões. Ele carrega os nossos pecados nos seus ombros, para que ele possa achar perdão às nossas iniqüidades. Nós seremos remidos em seus ferimentos no tempo em que o Eterno o fazer nova criatura e o trouxer do circulo da terra para reunir-nos uma segunda vez”. (Truejewschool.com).
MASHIACH COMO PRÍNCIPE GOVERNADOR
Na segunda faze da sua missão, agora não mais como Mashiach bem Yossef e sim como bem Davi, o Cordeiro não mais será manso e passivo, antes sim, será comparado ao leão que desperta para sua caçada. O “Servo Sofredor” desaparece do cenário e o “Príncipe Dominador” surge para o governo do mundo e a correção das nações.
Ele reinará com mãos de ferro e quebrará o jugo das nações. Elas se submeterão forçosamente e serão subjugadas no intuito da formação de uma nova sociedade. Suas armas serão transformadas em arados e guerreiros em lavradores. Os falsos profetas serão descridos para sempre, e o espírito do engano será tirado das nações. O povo de Israel habitará seguro em sua terra, e finalmente, agora na figura de governador, Yossef se dará a conhecer seus irmãos, e os perdoará. Eles chorarão ao reconhecê-lo e haverá paz na terra.
UM REINO DE PAZ
Após ser vendido por seus irmãos, feito de vítimas nas mãos de gentios, ser vendido como escravo, invejado pelos que o rodeavam, revelado o sonho de homens e desvendando seus destinos, era hora de Yossef tomar o seu lugar.
Todo aquele processo não passava de um aperfeiçoamento de sua condição até que estivesse pronto revelar-se totalmente em sua essência. Agora, com um novo nome: Tzafenat Paneah (Salvador de Toda a Terra), promoveu mantimentos aos povos, e trouxe as nações para junto de si. Todas vinham a ele buscar o que precisavam: Ramam também escreve: “Este rei (Mashiach) será grande, ele vai reinar em Sion, seu nome será grande, e sua lembrança será guardade pelas nações mais do que Shlomó HaMelech. Todas as nações farão a paz com ele, e todos os países vão servi-lo...e qualquer um que se levante contra ele, D-us vai destruí-lo... e entregá-lo... em suas mãos.” (Perek Chelek) Kolel.
A QUE SERÁ COMPARADO O REINO DO MASHIACH
Em sua próxima vinda o Mashiach virá pra governar toda a Terra, mas foi necessário que primeiro viesse preparar nosso povo para redenção final. Durante esse período o Mashiach passou por uma metamorfose.
Seu martírio e morte, representou sua fase de crisálida e seu ressurgimento, o desabrochar da borboleta. Mas antes do seu primeiro vôo a borboleta se aquieta e , parada, aguarda sua hora chegar. Este momento de quietude é o momento atual. Em seu vôo inaugural, sob sua nova condição, Mashiach manifestará toda a sua beleza, e no ato se mostrará a todo o olho vivente.
Num antigo comentário rabínico encontramos: “Quando o rei Mashiach chegar ele vai subir no telhado do Templo e anunciar a Israel o seguinte: ‘A hora de sua redenção chegou! E se vocês não acreditam, olhem minha luz que brilha sobre vocês.’ Nesse momento o Santo Bendito seja Ele, vai fazer resplandecer a luz do rei Mashiach e de Israel, e todos irão em direção a está luz... e virão lamber o pó sob seus pés... e todos virão e cairão sobre suas faces diante de Mashiach e diante de Israel e dirão, “Nós seremos escravos para você e para Israel.” (Yalkut Shimoni, Ieshaiáhu 49:9). Fl 2:7-11.
O reino de Mashiach será comparado ao de Davi, pois: a) esmagará a cabeça de seus inimigos (Nm 24:17-18; Ob 1:21; 2Sm 8:2) b) reunirá as tribos de Israel (2Sm 5:1-5) c) restaurará a adoração de D-us na terra (1Cr 22:19; 23:32).
O reinado Messiânico será também comparado ao reino de Shlomo porque; d) Será um reino de paz (1Rs 4:24-25; 1Cr 22:9) e) Os povos virão a ele buscar sua sabedoria (1Rs 4:29-32; 10:24), f) Será um reino rico e próspero, como nunca houve (1Rs 3:11-14; 10:23,24), g) ele constituirá uma morada para D-us na terra (1Cr 28:6).
O reino de Mashiach será ainda comparado ao governo de Yossef porque: h) Todos os povos se prostrarão diante dele (Gn 41:43-45), i) Seu nome estará sobre todo o nome debaixo do céu (Gn41:41), j) Só D-us será maior que ele, nesse governo (Gn41:40), k) Os povos virão a ele ou terão fome (Gn41:56-57), l) Fará as pazes com o seu povo e os levará ao arrependimento (Gn 45:1-5), m) Ele dará a terra aos judeus e eles habitarão em segurança (Gn 45:10-11), n) ele conquistará toda a terra para D-us e reinará em nome de D-us (Gn 47:20).
Todas estas comparações se contemplam na pessoa e na missão que observamos cumprida ou por cumprir em Yeshua: a) Esmagará a cabeça de seus inimigos (Sl 110; 1Co 15:25), b) reunirá as tribos de Israel (Mt 19:28; Lc 22:30; Ap7:4; 14:1-5), c) Restaurará a adoração de D-us na terra (Is16:5, “Reino” At 15:16 “voltarei”), d) Seu reino será de paz(Is 2:4; Mq 4:3; Sl37;11; Ap 22:5), e) Os povos virão a ele aprender de sua sabedoria (Is 2:3; Mq 4:2; Zc 8:20-23; Ap 21:24) f) Será um reino de riquezas (Is 64:4; Zc 14:14; 1Co 2:9), g) Constituirá uma habitação de D-us na terra (Jô 2:19-21; At 17:24; 1 Co 3:17; Ap 21:1-3) h) Todos confessarão o seu poder (Is 45:23; Rm 14:11; Fl. 2:11) i) Um nome sobre todo o nome (At 4:12; Fl 2:9); j) Só D-us estará acima dele (1Co. 15:27, 28), k)Os povos virão a ele por causa da fome (Zc 14:16; Ap. 21:24), l) Fará as pazes com seu povo (Sl 110:3), m) Israel habitando seguro (Jr 23:5-8), n) A terra pertencerá ao Eterno e a seu ungido (Ap 11:15).
                  O QUE FALTA PARA A REVELAÇÃO DO MASHIACH BEM DAVI
            Na canção que sempre entoamos, no fim do Shabat e em nossas cerimônias de Pessach dizemos. Nos anuncie o Mashiach, filho de Davi. Nós, que cremos representar aqueles que possuem o espírito de anunciação que estava em Eliahu HaNavi, devemos fazer o papel de anunciar a chegada desse Reino.
            Ainda que Yossef governasse o Egito, era uma força que operava de acordo com as regras do mundo e do exílio. Afinal de contas, faraó lhe era superior.
            Hoje vivemos épocas favoráveis a essa preparação para a vinda do Mashiach onde somos ajudados pelo meios de comunicação a levar a nossa mensagem a todo lugar para prepararmos o caminho de sua vinda.
            Desta vez acima das maneiras naturais do mundo Ele, Mashiach virá e continuaremos uma nova fase que agora será de preparar a Terra para descida da Nova Jerusalém e a habitação para D-us.
            O “Zohar” diz: “Este é o pastor fiel, de ti é dito “beijo o filho”; tu és o Príncipe dos Israelitas, O Senho da terra... o filho do Altíssimo, o filho do D-us Santo... e gracioso Shekinah. Ou seja, O Mashiach representará a própria presença de D-us entre nós.” E como conclusão, lemos:
            “Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro os regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro” Ap. 2:26-27.
A PESSOA DO MASHIACH
O povo de Israel nunca buscou um messias que fizesse sinais e maravilhas e sim um que expressasse em seu caráter e personalidade o modelo de um verdadeiro rei e mestre judeu, segundo o coração do Eterno. Os sinais, para um profeta servem apenas para atrair a atenção de seus seguidores, mas o que realmente determina a sua qualificação é o seu caráter e seu ensinamento. Analisaremos os pontos principais da personalidade do Mashiach prometido e tentaremos explorar a opinião dos sábios judeus e na literatura oficial. Analisaremos ainda, quais destas qualidades podemos encontrar nos relatos sobre Yeshua e seu comportamento. Será que os ensinamentos do mestre Yeshua se enquadram na esperança messiânica judaica Será que ele estava apto para representar a esperança da redenção judaica.
UM PROFETA SEMELHANTE A MIM
            Mosheh Rabenu nos prometeu que D-us enviar-nos-ia um profeta semelhante a ele. Isto significa em primeira instância, que ele seria judeu, segundo, sua personalidade seria compatível com a personalidade de Mosheh. Mosheh era manso(Nm. 12:3; Mt 11:29). Um líder com capacidade de governar e disposto a das sua vida pelo povo (Ex 32:32;Jô 10:15). Coragem para falar diante dos reis (Ex 10:28-29; Jo 19:10-11) e muitas outras coisas, mas sobre tudo ele deveria ensinar a Torah, e nunca, em momento algum, contradizê-la. (Dt 13:1-5; 18:15-19; Mt 5:17-20).
            Foi o próprio povo que pediu um profeta que lhes falasse em nome de D-us. “O Senhor, teu D-us, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, segundo tudo o que pediste ao Senhor, teu D-us, em Horebe, quando reunido ao povo: Não ouvireis mais a voz do Senhor, meu D-us, nem mais verei este grande fogo, para que não morra”. Dt 18:15-16.
QUE OUTRAS CARACTERÍSTICAS O MASHIACH TERIA EM RELAÇÃO A MOSHEH¿
            Em seu comentário o rabi Mosheh Hadershm (Bereshit Rabá) nos diz: “Rambam afirma que Mashiach será mais espiritual que qualquer outro profeta, com exceção de Moshê. Entretanto, de acordo com o Midrash Tanchumá. Mashiach vai ultrapassar inclusive Moshê. Outros adotam uma posição transigente: argumentam que Mashiach vai exceder Moshê em liderança – porque o redentor vai ocupar o trono de D-us – mas não em profecia. Por outro lado, o Zohar declara que Moshê é Mashiach. Todos concordam que Mashiach será mais sábio qye Shlomó. Além do mais, Mashiach vai ter a capacidade de matar só com palavras. Como observa Rambam em “Igueret Teiman”. “...com o alento dos seus lábios ele vai matar os maus”(Ieshaiáhu 11:4). Rambam também escreve: Este rei (Mashiach) será grande, e sua lembrança vai ser guardada pelas nações mais do que a de Shlomó HaMelech. Todas as nações farão a paz com ele, e todos os países vão servi-lo... e qualquer um que se levante contra ele, D-us vai destruí-lo... e entregá-lo... nas suas mãos.” (Perek Chelek) Kolel. Portanto, não há nada de estranho, à luz dos textos rabínicos, achar que Mashich pudesse ser superior ao próprio Mosheh. Há quem diga inclusive, de forma alegórica, é claro, que o próprio Moshe tenha sido “um Mashiach”, uma vez que a palavra Mashiach, nun sentido geral pode ser atribuído a qualquer ungido de D-us. Contudo o que nos serve de mais importante é que Mashiach teria de ter uma série de qualificativos que o comparassem com Mosheh Rabenu. “O Santo deu ao Messias a oportunidade de salvar almas, mas para ser severamente castigado: e imediatamente o Messias aceitou os castigos do amor, como está escrito. Ele foi oprimido e aflito. E quando Israel está em pecado, o Messias pede misericórdia por eles, como está escrito, por suas pisaduras fomos sarados... e Ele carregou os pecados de muitos e fez intercessão pelos transgressores.” (Is 53:5,12). Outra importante comparação entre Mashiach e Mosheh é que ambos representavam o próprio D-us entre o povo. (Ex 4:15-16; Mt 10:40; Mc 9:37).
QUE OUTRAS CARACTERÍSTICAS O MASHIACH DEVERIA APRESENTAR
            Segundo o texto de Isaias 11:1-5, encontramos: “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos, mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra, ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. A justiça será o sinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins”. Este texto cita o Mashiach como “renovo” – Zemah, em hebraico, vocabulário que aparece também em outras passagens (Is 4:2; 14:19; 53:2; Jr 23:5; 33:15; Ez 17:22; Zc 3:8; 6:12).
            Para Rav Bashman, citando no Midrash Tanhumah, lemos: “a palavra homem (Isaías 53:3) nas passagens refere-se ao Messias, o filho de Davi, como está escrito: Eis o homem cujo nome é Zemah; onde Yonatam interpreta: Eis o homem Messias: como é dito um homem de dores e enfermo”. Portanto, em todas estas passagens onde a palavra renovo aparece devemos interpretá-las como referindo-se ao Mashiach. Sobre o texto de Isaías 11, Arieh Kaplan nos disse: “O profeta Isaías descreveu seis qualidade com as quais o Messias será santificado: “o espírito de D-us descansará nele (Lc. 4:18-19), (1) o espírito de sabedoria e (Jô. 7:15), (2) compreensão, (3) o espírito do aconselhamento e (4) grandeza. (5) o espírito do conhecimento e o temor a D-us”. (Is. 11:2). Em todas estas qualidades, o Messias superará qualquer outro ser humano. O Messias não se deixará iludir pela falcidade e hipocrisia deste mundo (Jô.17:14). Terá o poder para entender o espírito da pessoa (Lc. 6:8; Jô. 2:24), conhecendo assim seu registro  espiritual completo podendo então julgar se é culpado ou não (Mt 9:6; Mc. 2:5-10). Com relação a este poder, está escrito, “Deleitará-se pelo temor a D-us; não julgará pelo que seus olhos vêem, ou repreenderá pelo que seus ouvidos ouvem” (Is. 11:3).
            No livro “Meus Irmãos famosos” citando Yeshua, o autor Hugo Schlesinger declara a respeito do Mestre: “Todo o sistema ético de Yeshua, e por vezes as suas próprias expressões que ele usava, foram retiradas dos ensinamentos farisaicos dos judeus. (...) A pessoa genuinamente arrependida é considerada no Talmud, como tendo atingido o pináculo da perfeição espiritual. O amor pelo seu semelhante, estava em harmonia com a ética rabínica, e quanto às pregações de paz, o amor, justiça e a fraternidade – ele certamente deve ter sido muito versado na exaltada declaração poética do profeta Isaías sobre esses temas, e bastante familiarizado com um dos mais célebres ensinamentos rabínicos do escriba fariseu Hilel, o qual aparece no Pirkêt Avot 1:12 da Mishná. A essência da Oração ao Eterno foi extraída de obras religiosas judaicas. Pirkêt Avot 5:23... fazer a vontade de teu Pai que está no céu.”